quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
DICAS

Guarde consigo aquele cheiro. Ele é único. E onde sentir algo semelhante, ficarás louco à procura dela, mesmo sabendo que é impossível a sua presença.
Ela pode não ser a mulher mais bonita com quem você já esteve. Porém ao vê-la, você não consegue imaginar imagem mais bela.
Seu sorriso pode ser capaz de te convencer a pensar a vida de um modo diferente. Portanto, nunca a faça chorar.
Seus dias com certeza serão piores quando ela não estiver. Mas aprenda que a liberdade é a forma mais eficaz de tê-la por perto. Livre, se ela estiver ao seu lado, é porque ela estará por vontade própria.
Não queira pouco e não dê pouco. Dê tudo de si. Seja a melhor versão de você. Nem sempre temos uma segunda chance para mostrar aquilo de que somos capazes.
Seja simples. Não exagere. Ela não quer uma versão “melhorada” sua, ela só quer você.
Ame os defeitos dela, assim como as qualidades. Não tente mudá-la. Esse seria o seu maior erro. Também temos os nossos erros e o grande mérito é saber se adaptar, sem se acomodar.
Conheça seu próprio coração. Saiba até onde ele é capaz de perdoar, aceitar, conceder. Nunca ultrapasse seu limite. O amor foi feito para congregar e não o contrário.
Não tenha medo da dor. Ela pode ser a conseqüência de te amado loucamente. Porém é bem menor do que o vazio de nunca ter amado alguém.
Então segure a mão dela, não caminhe sozinho. Compartilhe cada momento com a companhia desejada como se outros não fossem existir. Pois pode ser que não existam mesmo...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
VIRADA

Pode acontecer de várias formas. Talvez a voz não saia e eu apenas olhe para o céu e tenha no pensamento aquilo que espero de bom. Ou posso ser contagiado por uma energia inesperada e comece a gritar
A virada do ano nada mais é do que a passagem de um dia para o outro. De um mês para o outro. De um ano para o outro. Algo muda? O céticos dizem que não.
Eu acredito que ao termos um número extraordinário de pessoas vibrando energias positivas ao mesmo tempo, geramos no universo uma revolução impossível em qualquer outra época do ano. Crer no bem deveria ser obrigação eterna, porém cansamos e desistimos de nossos próprios anseios, tornando a vida um arrastar do tempo.
O reveillon por alguma razão muda esse panorama. Com a aproximação do final do ano, rezamos para que chegue logo o dia 1 de janeiro, como se ele nos trouxesse um novo rumo.
Mudar requer tempo, coragem, disposição, força de vontade e antes de tudo, auto-análise. Por este motivo a grande maioria das promessas de ano novo não vingam.
Creio que ao reunir no coração pedidos sinceros de algo novo e bom, fazem o mundo conspirar. Aos incrédulos o meu pesar.
Penso no bem.
Faço o bem.
Vivo o bem.
Mesmo que a felicidade seja algo que vai e volta, meu estado de espírito tem saldo altamente positivo. Essa luz que emana de cada um, mas que poucos são capazes de perceber, é o que nos diferencia dos demais. Levando essa luz aonde for, o mundo a nossa volta, seja na virada ou em qualquer época, é capaz de mudar. Mudar o próximo e a nós mesmos.
Mude se achar necessário. Pense que sempre é possível melhorar. Mas não renegue as coisas boas que já conquistou até então, pois somos o resultado do bem e do mal de tudo que passamos. Somos uma grande experiência. Devemos nos orgulhar dos erros tão quanto dos acertos. Eles também fazem parte de nós.
Então já está decidido. No grande momento da virada de ano, quando estiver concentrado em meus pensamentos particulares, algo estará garantido:
“Que eu prossiga sendo o erro e o acerto. E que eu me mantenha alerta e busque dentro de mim o melhor a se mostrar ao mundo.”
domingo, 26 de dezembro de 2010
REGRAS

terça-feira, 21 de dezembro de 2010
VI E VIVI

Este ano estive no Prado(BA), São Paulo(SP), Santos(SP), Campinas(SP), Picinguaba(SP), Paraty(RJ), Florianópolis(SC), na minha Cidade Maravilhosa(RJ), Carapebús(RJ), Cabo Frio(RJ). Viajei menos que o ano passado, mas vivi tanto ou mais aventuras e desventuras. Emoções inimagináveis. Devaneios. Sonhos pensados e realizados. Me joguei no abismo sem medo da queda. Quebrei a cara, me levantei. Sorri, ri, gargalhei, sofri, chorei, me emocionei. Escrevi, escrevi, escrevi. Atuei ao lado da irmã e da avó. Me vi na tela grande. Transgredi alguns desafios do espiritual. Vi e vivi mudanças impensáveis há um ano. Sou o mesmo e tão diferente simultaneamente. Santos dias de transformação intensa.
Vi uma criança linda nascer. Vi o amor nascer. Vi sonhos adormecerem. Vi meu time campeão. Vi a vida por outro ângulo. Vi um casamento inesperado e belo. Vi ir, vi voltar, vi ir novamente. Porém mais forte do que ver, foi sentir. Saltando de sentimento em sentimento, sorvendo cada um e fazendo disso a minha grande escola.
Fui adulto, fui adolescente, fui criança. Fui todos mesmo sem não ser.
Não foram as promessas de reveillon que me moveram ao longo de 12 meses. Foi o despertar de cada manhã, quente ou gelada, anunciando um novo desafio.
Fui paulista, permanecendo carioca. Amei sê-lo. Procurei ser ao máximo. Fui. E assim fui feliz também.
Madrugadas
Encontros que pareciam às escondidas. Histórias minhas que guardarei cá dentro.
O que poderia me definir?
Viva seu sonho, por mais absurdo que ele seja. E se não der certo, volte, regrida, mas traga consigo a paixão pelos tempos vividos. Pois é isso que te tornará um homem melhor e feliz.
Obrigado, 2010.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
ATAQUE RELIGIOSO


Houve um tempo em que as realizações artísticas ou até mesmo as de entretenimento, como as novelas, eram capazes de mudar os rumos políticos e sociais. Estas eram carregadas de significados e abasteciam de esperança os corações brasileiros ávidos por mudanças. Eram outros tempos e as exigências eram outras. Não que a população fosse mais politizada. O mundo necessitava da política e o povo acompanhava esse fluxo. Hoje um filme é apenas um filme. Uma novela é só uma novela. Nada mais que isso. Serve apenas para entreter. As produções engajadas atingem uma parcela ínfima e não repercute nos porões da sociedade.
No entanto, algo se manifesta em corrente contrária nos últimos anos. A religião, tema tão delicado, vem sendo a mola propulsora de uma mudança sensível. Filmes como “Chico Xavier” e “Nosso Lar” e novelas como “Escrito nas Estrelas” começam a tocar no assunto espiritismo. Em um país conhecido como a maior nação católica do mundo é de se espantar. Mas o país sempre foi ligado ao lado espírita. Vide as religiões de matriz africana tão difundidas por todo o território.
Porém no últimos 20, 30 anos vem crescendo, principalmente nas classes de baixa renda, o número de evangélicos das ditas igrejas pentecostais. Estas utilizam como propaganda o ataque às religiões afro, pois as mesmas são populares dentre o público alvo das pentecostais. Estas instituições evangélicas incitam uma guerra religiosa com o propósito de angariar mais fiéis e assim aumentar sua receita. Já que não se baseiam em princípios religiosos e sim na arrecadação financeira, auxiliada por uma lei que as isenta do pagamento de impostos.
O espiritismo vem como um escudo para amparar as religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candomblé, já que possui uma estética mais palatável aos gostos católicos e agnósticos. A Umbanda e o Candomblé são muito “negros” para o Vaticano. Já o espiritismo de Kardec e Chico Xavier se mostra mais brando e próximo, atuando como intermediário.
Tudo isso faz parte de uma revolução que está apenas se iniciando, onde o animal que se sente ameaçado ataca o seu opositor. Vale ressaltar que quem criou este conflito foram os pentecostais, que tentam ferrenhamente “re-evangelizar” o mundo.
Por isso ressalto a importância de manifestações culturais que não só divertem o público, como também lançam em questão temas tão necessários à discussão. A mobilização feita por essas produções mostra que os espíritas brasileiros e simpatizantes existem e são muitos, só que não batem de porta em porta para dizer quem são. Pois religião é busca espiritual interna e não máquina de propaganda político-financeira.
Quem muito teme é porque não confia
Axé!
Salve São Cosme e São Damião! Salve os Erês! Salve Crispim e Crispiniano! Salve Heleninha! Salve Conchinha de Prata!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
CRIMES E HISTÓRIAS

Crimes de diferentes tipos ocorrem a todo momento. Atingem as classes baixa e alta, em qualquer canto. O que diferencia a repercussão de cada caso normalmente está ligado à capacidade do autor em driblar as investigações. Um crime por mais cruel que seja, se é desvendado com facilidade, não desperta o maior interesse da sociedade. Mesmo que o acusado seja uma pessoa famosa. É claro que juntando todos os agravantes em apenas um caso(celebridade, crueldade do caso e mistério), fazem um crime se tornar um fenômeno. Porém o que move o ser humano são as histórias. São elas que fazem milhões de pessoas sentarem em frente à TV para assistir novelas diariamente.
Não sei como isto move outros povos, porém no Brasil, além da paixão pelas histórias fictícias, multiplica-se este interesse quando algo às vezes impensado para um roteiro, aparece diante das telas ou páginas de jornais como parte do mundo real. Daí surgiu o fenômeno BBB. Ver pessoas sem roteiro, vivendo e sendo observadas 24hrs por dia. Sofrendo. Rindo. Amando. Brigando. Lutando. E principalmente: se superando.
No entanto, nada atrai mais a atenção do que a morte. É difícil compreender as motivações para tal. A grande maioria das pessoas não consegue se imaginar em um momento de fúria tamanho, que permita tal atitude. E a raiva que surge por pensar no sofrimento da vítima motiva revoltas de toda parte. Até onde pode ir o ser humano? Do que somos capazes?
Então voltamos à questão do enredo. A possibilidade de pagar bons advogados e subornar testemunhas faz com que a dificuldade de se chegar a verdade dos fatos aumente. Cada passo dado pela investigação é acompanhado com ardor pelos espectadores. E aí surge a novela da vida real. A espera por novos capítulos. A torcida pelo mocinho e raiva pelo bandido. Diferente das novelas, há a possibilidade de questionar, alcançar um objetivo
O tempo passa. As provas aparecem. Vem o julgamento. Chegam à sentença. E como uma novela que alcança seu último capítulo, no dia seguinte é esquecida. Já queremos uma nova história para nos motivar. Percebo que o homem não pensa
Imagem: Guernica. PICASSO, Pablo.

